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Compostagem é alternativa sanitária a suinocultura A nova tecnologia elimina os riscos de contaminação dos lençóis freáticos, reduz o mau odor e a presença de moscas, como é observado nas esterqueiras. O engenheiro agrônomo da ACCS (Associação Catarinense dos Criadores de Suínos), Felipe Penter, explica que a compostagem prevê a mistura da serragem com os dejetos para posterior transformação em adubo para a lavoura. "Se levarmos em consideração que 97% desse restante são líquidos, a mistura com o cavaco da madeira aumenta a consistência e a qualidade do material. Além disso, a legislação ambiental catarinense prevê que esses excrementos permaneçam no mínimo 120 dias na esterqueira. Na compostagem a retirada pode ser diária e o armazenamento nos galpões pode ser de até um ano. Portanto, produtor, meio ambiente e lavoura saem ganhando", afirma. Renato Baccin possui 60 matrizes suínas em sua propriedade, em Concórdia (SC), a 493 quilômetros de Florianópolis. Ele conta que após adotar a técnica da compostagem, há cinco anos, o manejo dos dejetos tem representado economia e rentabilidade no negócio. "No início há um gasto na construção ou adaptação de um galpão para o tratamento biodigestor. Mas em um curto espaço de tempo é perceptível a economia com transporte dos dejetos da esterqueira para as lavouras, em torno de R$ 60,00 por hora". Baccin explica que o adubo sólido possibilita ao produtor sair de uma atividade onerosa e poluente para uma lucrativa e ambientalmente correta. "A compostagem permite que você venda os insumos por até R$ 150,00 a tonelada. Além disso, elimina riscos para os animais e seres humanos, que podem cair nas piscinas de esterco e morrer, como já houve casos em nossa região. Ao invés de acumular 1,26 milhões de litros de esgoto em 120 dias nas esterqueiras, hoje, acumulo no máximo 10 mil em apenas um dia".
Rod. Monteiro Lobato (SP-50) Km 100 - São José dos Campos/SP E-mail: frigomantiqueira@hotmail.com
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Visando atender as exigências ambientais e de mercado, suinocultores estão cada vez mais preocupados em
oferecer um destino adequado aos dejetos produzidos pelos suínos. Como alternativa as já tradicionais esterqueiras
(piscinas), produtores catarinenses estão adotando a técnica da compostagem no manejo dos dejetos suínos.

