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Esgoto e dejetos viram energia em Escola Técnica de SP "A idéia é validar um sistema para o tratamento de esgoto de pequenas comunidades rurais", diz o pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, que coordena o projeto. Segundo ele, apesar de a Embrapa trabalhar com biodigestores há algum tempo, esta é a primeira experiência com dois tipos de dejetos tratados conjuntamente. A proposta, diz, era saber se é possível trabalhar com ambos ao mesmo tempo, do ponto de vista da qualidade de eficiência do processo de saneamento. Por isso, a pesquisa avaliou a qualidade do material que entra e do que sai do biodigestor. "Concluímos que houve redução de coliformes fecais no produto final de 99,99%. O tratamento é muito eficiente", diz. Por enquanto, o único produto gerado pelo biodigestor em uso pela escola é o biogás, resultado do processo de biodigestão anaeróbio. Mas os estudos comprovaram que o efluente tratado tem grande quantidade de material orgânico, como nitrogênio, enxofre e outros micronutrientes. Por isso, os pesquisadores estudam a viabilidade de usar o efluente final do processo de tratamento como fertilizante. A Etec tem um plantel de 50 suínos e os dejetos eram um problema, diz o diretor, Lourenço Magnoni Júnior. "Agora esse material até nos dá lucro". O biogás está sendo usado para substituir o gás (GLP) da cozinha do colégio. "Reduzimos o gasto de 180 quilos de gás para 90 quilos por mês", diz.
Rod. Monteiro Lobato (SP-50) Km 100 - São José dos Campos/SP E-mail: frigomantiqueira@hotmail.com
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O projeto de instalação de um biodigestor na Escola Técnica Estadual (Etec) Astor de Mattos Carvalho,
de Cabrália Paulista (SP), mostra que é possível tratar esgoto sanitário doméstico juntamente
com dejetos de criações comerciais, como suínos e aves. O biodigestor está em funcionamento há
pouco mais de um ano e os resultados mostram que o processo elimina quase 100% dos coliformes fecais dos dejetos.

